Me pego pensando sobre a porta que se abriu a força diante de uma apatia enorme que sentia por mim. Uma apatia que se sentia por mim. Que você sentia por mim.
Hoje vejo que você me parecia o melhor livro já escrito na história do ser. Você era pra mim tudo que eu precisa de saber. E foi, a pessoa que eu escolhi. Mas não era bem assim que você me via.
Hoje, sei que fui apenas visitante dessa biblioteca de livros sobre um só personagem. Menção honrosa numa competição de uma atleta só. Observador de uma constelação de uma estrela só. Adorador de um panteão de uma só deusa. Ouvinte de uma sinfonia de uma só nota. “Eu”.
Hoje, da nossa história sinto que fez questão de tirar seus volumes, e, hoje, quando os procuro dentro de mim sinto apenas vazio. Sozinho sempre estive, mas agora despido das páginas que escrevi sobre você nesse livro que nunca terminei mas que terminaram por mim.
Hoje, sei que quando me falta coragem o que sobra é a apatia dos outros. Não venha me dizer sobre amor quando só o que você conhece é o lago.
Hoje tento te transformar em flor pra que eu não me afogue.
Adeus você.

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