Literalmente esfumaçando com o ódio do meu peito. Eu quero que o mundo exploda mesmo. Que pedaços enormes de rocha esmaguem a cabeça de todos e que os seus olhares sejam perfurados pelas águas escaldantes do fundo do meu coração. E me incomoda pra caralho esse coração latente, esse batimento exposto. É vulnerável. Não vou atravessar essa lança lisérgica dentro da minha alma. Mas puta que pariu, cara, eu não consigo sair do meio do meu caminho. Que coisa mais tosca: um dia sem fim, mas cheio de finais. É a pele da gente que junta esse ser de carne e osso, e só agora entendo porque é óbvio que é nela que floresce essa dor mais do que evidente.

Gabriel Fabri Avatar

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